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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Trilha na serra da moeda


No fim de semana fomos fazer uma trilha na Serra da Moeda, próximo aqui de BH, conhecer uma antiga Casa da Moeda clandestina que funcionou entre 1729 e 1731 nas matas de Minas, na tentativa de fugir do quinto português. O quinto era um imposto que os portugueses cobravam sobre todo o ouro mineirado, todos tinham que entregar o ouro, a coroa fundia, ficava com um quinto e devolvia o resto em uma barra com um símbolo da coroa. Para contornar o pagamento, levantaram essa casa forte no meio da mata onde falsificavam o selo português. Um sobrinho do dono dessa casa acabou entregando o empreendimento à coroa portuguesa,  que foi lá, destruiu, matou, prendeu e arrebentou.

Serra da Moeda

Pé na estrada a caminho da trilha.

Daqui é descida.

Olha a casa aí embaixo!

Flores do cerrado.

Na antiga trilha feita por escravos

A entrada da casa da moeda.

Mas a casa ainda tem boas paredes e muros em pé. É incrível como fizeram isso, se hoje o acesso é ruim, imagine naquela época.
Riachinho - água frio!!!

Pablo descansando na quedinha d'água
 
Depois, fomos a uma cachoeirinha que existe lá no fundo vale. A descida foi muito íngreme, teve horas que o jeito foi ir descendo sentado, mas a subida foi dura!!! Quase que eu não dou conta! Mas foi bem divertido e as vistas lindas, e eu acho que estou pronta para outra. Bora, Guriu?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cromeleques dos Almendres


Cromeleques dos Almendres são um monumento megalítico, primo de Stonehenge na Inglaterra, que fica no Alentejo, perto de Évora. Os antigos habitantes da península Ibérica construíram esse lugar há sete mil anos, o que faz dessa uma das construções humanas mais antigas do planeta.

 Aparentemente, a disposição das pedras tem a ver com alinhamento astrológico e com os solstícios e equinócios. Ficamos muito comovidos pensando naquelas pessoas, tanto tempo antes de qualquer coisa, fazendo esse esforço gigante para mover e posicionar essa pedras enormes. A gente não sabe qual é a lógica, mas com certeza, é um esforço humano para dominar a natureza e impor uma ordem ao mundo, eu fico pensando o que vão pensar dos nossos cromeleques daqui a sete mil anos.





Perto dos cromeleques há outro monumento, o chamado Menir dos Almendres, que é um espécie de Obelisco da Idade da Pedra e que acredita-se que esteja também ligado aos outros monumentos por algum tipo de alinhamento astronômico.

Menir dos Almendres

Um bônus do passeio foi visitar os campos floridos e verdes do Alentejo. É uma região muito antiga, com forte tradição rural. Os alentejanos são vistos como os primos pobres  de Portugal, o povo mais caipira e simples. Pois é justamente disso que gostamos mais, tudo tão bonito que parece uma pintura de criança com as vaquinhas, as flores, as árvores.


Oliveiras por todo o caminho

A região produz muito vinho, queijos e pão, mas tem dois produtos que se destacam entre os outros: a cortiça e o azeite. Os campos que visitamos estavam cheios de oliveiras e de sobreiros, a árvore da cortiça. A colheita de azeitonas acabou de acabar mas ainda há azeitonas no pé.

Sobreiros - árvore de cuja casca se faz cortiça

Oliveira


Azeitonas no pé - o gosto é horrível!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Peixe Boi em Tatuamunha

Enquanto estávamos hospedados em Japaratinga, fomos visitar o projeto Peixe-Boi Marinho, em Tatuamunha, um pouco mais ao sul. Restam apenas 500 peixes-boi no Brasil e para que o animal não esteja mais em risco crítico de extinção é preciso dobrar essa população, no mínimo. O projeto que visitamos tenta reconstituir as populações do peixe-boi na costa do nordeste brasileiro. Eles tem um centro em Itamaracá, onde fazem reprodução dos animais, e um outro centro em Tatuamunha, Alagoas, onde reintroduzem o bichinho na natureza e fazem trabalho  sociais e de conscientização com a população.
Para chegar no projeto, tivemos que pegar a balsa e atravessar de Japaratinga para Porto da Rua e depois dirigir por mais 5 kilômetros para o sul.

Porto da Rua

Na balsa, indo pra Porto da Rua


Tatuamunha é ideal para a reintrodução porque as praias da região são bastante desabitadas e a vegetação de mangue é muito preservada. E incrivelmente bonita!
O passeio começa no mangue, onde a gente pega a jangada aí em baixo e vai remando devagar pelo rio Tatuamunha, admirando a vegetação virgem e os muitos caranguejos.

O mangue e a jangada em que fomos ver o Peixe-boi.


Esse carangueijo miudinho, que se chama xié, parece formiga pelo chão do mangue, dava até medo de sair esmagando os bichinhos. E eles não crescem muito mais que isso aí não, esse é o tamanho adulto.

O xié.




Com toda certeza o melhor de tudo foi a visita de Aldo, um peixe-boi de 16 anos que já vive solto no rio. Os bichinhos estão na época do acasalamento e confundem a canoa com uma peixe-boi e, por isso, se aproximam para fazer o cortejo, que consiste em abraçar o barco.



Aldo ficou tentando paquerar com a canoa por um bom tempo. Peixes-boi são muito dóceis, muito mesmo, e chegam com toda inocência perto da gente (característica que infelizmente ajudou muito a quase extinção da espécie). Ele chegou a bater com nadadeira no meu pé, que aparece aí embaixo, só não pode passar a mão, como frisou o nosso guia, Roberto.
Só depois de um tempo que ele percebe que não vai rolar nada. Como peixes-boi vivem por 60 anos, pode-se dizer que Aldo está na adolescência, o que explica a insistência. Oh, dó..

O projeto também tem um aspecto social, ensinando reciclagem e artesanato às populações ribeirinhas e estabelecendo o turismo como alternativa econômica, muito legal. Aí estão os jogos americanos de palha de bananeira que são feitos pelo pessoal do projeto em teares artesanais.  


A gente conversou com o pessoal e eles mostraram como fazem com o tear

O produto pronto

Alguns dias no paraíso



Passamos uns  dias na praia de Japaratinga, no norte de Alagoas e foi como estar no paraíso. A gente comemorou 7 anos de casamento por lá e a escolha não poderia ser mais romântica, bonita e feliz. Foram dias inesquecíveis, deu pena de sair de lá.
A pousada onde ficamos hospedados, a Doze Cabanas, é uma graça e num lugar lindo, lindo, lindo...
A praia, mesmo em alta temporada como em janeiro, é muito deserta, as águas são de um azul incrível, perto de trinta graus, morninha como água de banho, muito limpa e transparente. 
A gente ficava a tarde toda sentados nessas cadeirinhas, admirando essa vista e curtindo um livrinho. Quase morremos de stress, ainda mais que na hora da comida, o pessoal da pousada arrumava uma mesinha à beira do mar e a gente comia um peixinho delicioso...
Essa é a vista de quem está sentado nas cadeirinhas...


Relaxando no Paraíso
Pablo e O Púcaro Búlgaro, nossa leitura de praia: muitas risadas...
Barreira do Boqueirão, em Japaratinga

Japaratinga vista do alto

Dá para acreditar na cor desse mar?
Para piorar a situação, a gente saía da pousada e ia passear pelas praias desertas... a mais bonita, e deserta mesmo, são as praias do Patacho, onde quase não há sinal de vida humana e onde não havia ninguém... só muitos coqueiros e muito mar azul.
Praias desertas do Patacho
Os coqueirais do Patacho, nada de gente à vista.

As prais intocadas do Patacho
Outro ponto alto foi a praia de São Miguel dos Milagres, um pouco mais ao sul, igualmente deserta, onde comemos lagosta fresca, pescada na região, em uma palhoça à beira mar. A praia, como as demais, era lindíssima...

São Miguel dos Milagres - só para nós dois

Palhoça e lagosta em São Miguel dos Milagres

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bóia-cross!

No feriado de natal, fomos ao Rio das Almas, o rio que corta Pirenópolis, para fazer bóia-cross. Além dos gurios, foram Thaís, prima de Pablo, e Gislane, a mãe dela.
A gente desce o rio por uma hora e meia e vai vendo tartarugas, macacos e muitos pássaros no caminho. O rio é fácil de descer, já que a corredeira leva a gente sozinho e sem esforço. A parte mais divertida são aquelas em que o rio fica um pouco mais rápido, com umas corredeiras mais fortes. Gostei demais desse negócio de bóia-cross.

Na saída com as bóias


Entrando no rio

Rio abaixo!




Pablo  descendo a corredeira

Na correnteza!

Chegando! A primeira lá na pontinha sou eu!!!! Tan tan tan!