domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fazendo investigação em Lisboa

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Meu principal objetivo em Lisboa era  a recolha de dados para minha investigação sobre processamento de pronomes a comparar PB e PE. Tivemos muita ajuda das colegas, tanto da investigadora Maria do Carmo Lourenço-Gomes, a Cacau, quanto de outros professores de lá, como a Celeste.

Nós com a Cacau e a Celeste, professoras da Faculdade e boas amigas.


Daí a gente ia para a Faculdade de Letras e passeava no átrio, procurando algum miúdo que quisesse participar.
A experiência era simples, era só sentar em frente ao computador e ler frases no ecrã, enquanto isso, os dedos já ficavam nos sítios corretos do teclado e a pessoa ou primia a barra de espaços quando a resposta era sim ou carregava a tecla shift quando a resposta era não. Durava 10 minutos e toda a gente podia dar um contributo à ciência. Entre uma rapariga e um puto que participavam da experência, dava tempo só de ir à casa de banhos, ou talvez tomar uma meia de leite, mas era bom deixar a mala trancada na sala de experiência, para ninguém roubar a carteira.
Junto à faculdade fica a famosa Torre do Tombo, com todos os documentos históricos importantes de Portugal (e muita coisa do Brasil também). Fomos visitar lá um dia.
Torre do Tombo

Esse tipo de pixação tem por aqui também.
Se calhar, talvez volte à Lisboa para recolher mais dados.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Adeus Lisboa, Hallo Göttingen

Hoje deixamos Lisboa no final da manhã e partimos em direção a Göttingen (Gotinga, para os amigos portugueses).

Fazendo o balanço dos mais de 20 dias passados em Lisboa, a estada nos pareceu bastante produtiva para além dos passeios que tivemos chance de fazer: Maria Luiza coletou os dados que queria, deu um curso e fez bons contatos. Eu também pude conversar com pessoas interessantes, participei de uma aula e apresentei um trabalho para um grupo de professores.

Mas possivelmente a melhor parte foi ter conhecido nossa anfitriã, a Cacau, que nos recebeu com todo o carinho e nos fez sentir em casa desde o momento em que chegamos. Saímos de Lisboa com a certeza de ter feito uma grande amizade e com boas perspectivas de parcerias para trabalhos futuros. Um abraço saudoso para você, Cacau! Já estamos sentindo falta da sua companhia (e da da Biba).

Com a Cacau, tomando meias de leite (a versão dos tugas para o pingado) e comendo bolinhos de arroz na cafetaria (sim, cafetaria) da Faculdade de Letras.

A viagem para Göttingen foi muito tranquila. Voamos de Lisboa a Frankfurt sem grandes emoções além de ver um Airbus A380 da Lufthansa manobrando na pista que fazia os aviões em volta parecerem de brinquedo. O trecho Frankfurt-Göttingen nos deu oportunidade de experimentar os confortáveis, pontuais e caros trens da Deutsche Bahn, a companhia alemã de trens.


Esperando o trem para Göttingen na estação do aeroporto de Frankfurt

Chegando em Göttingen, finalmente pudemos sentir ao vivo o frio que os sites de meteorologia vinham anunciando. Voltando do jantar, conferimos o termômetro que fica na porta do hotel: -6 °C. Mas tudo bem, a previsão para amanhã de tarde são confortáveis 2°C. Pelo menos são positivos.  Nada de neve por enquanto, talvez nem caia nenhuma até irmos embora. A cidade é pequena e parece pacata. De tarde devemos aproveitar a temperatura acima do zero e dar umas voltas. Aguardem novas notícias.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Batatas ao Murro

 A Cacau, nossa anfitriã super maravilhosa nos ensinou essa receitinha portuguesa simples e deliciosa de batatas as murro. Como vocês podem ver abaixo, chama-se assim porque a gente dá mesmo um murro na batatinha. Fica tão gostoso!!! Dizem que fica perfeita com qualquer tipo de peixe e em especial, com bacalhau!

Segue aí a receita:

Ingredientes - meio assim sem muita regra e quantidades precisas

Batatinhas - tem que ser da pequenininha
Sal grosso o suficiente para cobrir as batatas
Alho à agosto
Azeite à agosto

Modo de Fazer

Lave bem as batatinhas


Numa travessa que vá ao forno, faça uma caminha de sal grosso e vá espalhando as batatinhas.


Cubra as batatas com mais uma camada de sal grosso.


As batatinhas tem sumir lá dentro e aí é colocar no forno.


Depois de assadas (quando estiverem molinhas) tirar da caminha de sal.


Nem se preocupe que elas não ficam salgadas demais.


Aí é dar um murrinho em cada batata (de leve)


Em seguida, leve à frigideira para dourar com alho fatiado e azeite. Quando estiverem douradas, está pronto!



Aqui está a cozinheira, com o prato pronto. Fofa demais!


A Biba, rotweiller da cacau, ajudou muito, não foi, Biboca?

Parece brava, mas é um doce!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Livraria Lello

Em Porto, uma atração bem legal é a Livraria Lello, muito tradicional e que é considerada a livraria mais bonita do mundo. Bem, vejam aí por vocês mesmos se concordam.


O teto e a escadaria


O vitral do teto

Olha o trabalho em madeira desse teto!

A visão do primeiro andar


Pablo curtindo a livraria

Porto


Fomos ao Porto, região  do Douro, bem ao norte de Lisboa.  É a segunda maior cidade do país, e tem uma personalidade toda própria. O Douro domina a cidade, com suas enormes pontes e casario alto na beira do rio.











Legal também foi comer a açorda, prato tão típico que até musiquinha tem, que a gente aprendeu no Alentejo com nosso guia do passeio, seu António:

É fácil fazer
E não dá trabalho
É água a ferver
Coentros e alho...

E como se vê, no caso da minha, tinha camarões e um ovinho também. Acho que só de olhar a pessoa calcula se estava bom.

Açorda

À noite, visitamos a magnífica Casa da Música, um projeto do arquiteto balado Rem Koolhaas. Achamos que ele fez mais do que jus à fama, já que o projeto da Casa é incrível, por dentro e por fora. A sala principal, Suggia, é uma das bonitas que nós já fomos, e nós já fomos em um tanto.
No programa, a Quarta Sinfonia de Mahler, uma peça maravilhosa, que me lembrou muito o meu pai, porque ele adora Mahler.



Interior da Casa da Música

Interior da sala de concerto - Sala Suggia

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cromeleques dos Almendres


Cromeleques dos Almendres são um monumento megalítico, primo de Stonehenge na Inglaterra, que fica no Alentejo, perto de Évora. Os antigos habitantes da península Ibérica construíram esse lugar há sete mil anos, o que faz dessa uma das construções humanas mais antigas do planeta.

 Aparentemente, a disposição das pedras tem a ver com alinhamento astrológico e com os solstícios e equinócios. Ficamos muito comovidos pensando naquelas pessoas, tanto tempo antes de qualquer coisa, fazendo esse esforço gigante para mover e posicionar essa pedras enormes. A gente não sabe qual é a lógica, mas com certeza, é um esforço humano para dominar a natureza e impor uma ordem ao mundo, eu fico pensando o que vão pensar dos nossos cromeleques daqui a sete mil anos.





Perto dos cromeleques há outro monumento, o chamado Menir dos Almendres, que é um espécie de Obelisco da Idade da Pedra e que acredita-se que esteja também ligado aos outros monumentos por algum tipo de alinhamento astronômico.

Menir dos Almendres

Um bônus do passeio foi visitar os campos floridos e verdes do Alentejo. É uma região muito antiga, com forte tradição rural. Os alentejanos são vistos como os primos pobres  de Portugal, o povo mais caipira e simples. Pois é justamente disso que gostamos mais, tudo tão bonito que parece uma pintura de criança com as vaquinhas, as flores, as árvores.


Oliveiras por todo o caminho

A região produz muito vinho, queijos e pão, mas tem dois produtos que se destacam entre os outros: a cortiça e o azeite. Os campos que visitamos estavam cheios de oliveiras e de sobreiros, a árvore da cortiça. A colheita de azeitonas acabou de acabar mas ainda há azeitonas no pé.

Sobreiros - árvore de cuja casca se faz cortiça

Oliveira


Azeitonas no pé - o gosto é horrível!