quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Évora


Fomos visitar Évora, no Alentejo. É uma cidade bem pequena, ainda cercada totalmente por suas muralhas medievais e com construções que vão desde o tempo dos romanos (século II depois de Cristo) até o final do século XIX, passando por igrejas góticas de logo depois da reconquista, templos renascentistas e muitas casas e lugares com influência moura. O negócio é subir e descer as ladeiras o dia todo, apreciando cada detalhe da cidade e entrando nas inúmeras lojinhas de artesanato que vendem cerâmicas pintadas, uma variedade inacreditável de objetos feitos de cortiça (de malas a guarda-chuvas), bordados e outras coisinhas típicas.

Évora vista de cima
Igreja do século XII, logo depois da reconquista, as linhas muito simples são propositais, para preservar os princípios de pobreza.

"Ruínas fingidas" do século XIX no parque municipal.

Igreja e mosteiro da renascença
Janela moura
Janela em estilo manuelino, século XV

Catedral da Sé - Gótica
Detalhe da Catedral da Sé
Templo romano de Diana - século II
Outra visão do templo romano

Numa nota beeem mais macabra, em Évora fica a capela de ossos, uma capela feita por monges com os ossos do cemitério já lotado. É um convite a se pensar na transitoriedade da vida, aí você escolhe se olhas as coisas pelo lado memento mori (lembre-se que vais morrer) e fica triste e soturno ou olha pelo lado carpe diem (aproveita o dia) e aproveita sem preocupações. Eu pessoalmente tenho a intenção de aproveitar.

Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos

Crânios no interior da Capela

Interior da Capela

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Love ever after

Que coisa mais linda esse amor de tantos anos... seremos nós, quando os 8 anos virarem 18, 28, 38... 

As fotos são da fotógrafa Lauren Fleishman.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Museu Calouste Gulbekian

Uma das melhores atrações de Lisboa, sem dúvida, é o Museu da Fundação Calouste Gulbekian. Gulbekian foi um super rico que ficou mais rico ainda trocando direito de exploração do petróleo no império Turco-Otomano por 5% da quatro maiores indústrias petrolíferas do mundo, inclusive Shell e BP. Daí que pode gastar dinheiro fazendo uma coleção de arte e antiguidades impressionante. Depois da morte, ele doou tudo para uma fundação pública que hoje incentiva muito a cultura e as ciências em Portugal e mantém dois lindos museus: um com o acervo original do colecionador e outro com arte contemporânea.

No prédio da coleção há muitas antiguidades e algumas obras realmente importantes, especialmente um Rembrant muito lindo. Mas o que mais gostamos foram as antiguidades orientais, persas, árabes, hindus. Peças realmente delicadas e bonitas, livros lindamente encadernados com iluminuras maravilhosas dos séculos XIII, veludos e tapetes com grafismos maravilhosos, cheios de efeitos ópticos incríveis.

Cabeça Egípcia

Gatinhos egípcios para a Juju

Porcelana Persa

Placa de orações persa, final do século XIII

Livro persa, também do século XIII

Veludo Islâmico
Havia também uma coleção excelente de objetos e tecidos chineses e japoneses. A porcelana chinesa se destaca no conjunto, com coisas muito interessantes.
Porcelana chinesa, século XVIII

Vaso chinês

Porta chapéu chinês em Jade Branco

Manuscritos europeus dos séculos XIII a XVI

Arte noveau - Lalique

Lalique de novo, muito delicado
Para completar, os museus são cercados por jardins muito maravilhosos. Saindo do prédio da coleção Gulbekian, fomos para o prédio de arte moderna. Na verdade, achamos a arquitetura do prédio belíssima, mas as artes... well... bem...
Tivemos uma tarde muito, muito bonita.




Baixa: Rossio e Restauradores

Praça do Comércio com Castelo de S. Jorge ao fundo.
Fomos visitar a Baixa, região central e movimentada de Lisboa onde ficam o Rossio e a Praça dos Restauradores. É uma área antiga, mas que foi muito prejudicada no terremoto/maremoto de 1755, tendo sido reconstruída depois.
Essa praça aí embaixo, por exemplo, a Praça  do Comércio, era o lugar do Palácio real desde que D. Manuel I resolveu deixar o Castelo de São Jorge no século XV para uma residência mais apropriada ao esplendor do império português. Como se vê, depois do terremoto só sobrou uma grande área aberta (junto com o palácio, uma biblioteca de 70.000 volumes foi destruída... que tristeza), que foi transformada pelo Marquês de Pombal nas portas da cidade e cercada por prédios que até hoje são repartições de governo.

Praça do Comércio e as Portas de Lisboa

Os arcos dos prédios da Praça do Comércio
 Seguindo pela Baixa, fomos ao Rossio, largo grande, também em estilo pombalino, tudo reconstruído após o terremoto e de lá para a Praça dos Restauradores. É uma área bonita e muito tradicional da cidade, mas nos pareceu meio assustadora, como em geral são os centros de cidade. Pablo recebeu oferta de "erva" do pessoal na praça (e não, ele não aceitou) e nós acabamos assistindo um grave acidente de trânsito, vimos um pequeno caminhão (camião como dizem aqui) bater em um ônibus e em seguida, descontrolado, atropelar o senhor que vendia castanhas e sua carrocinha, subindo na calçada e só parando quando bateu na parede de um prédio. A gente assistiu tudo e foi muito assustador, não deu para saber como o homem ficou pois ele foi imediatamente cercado por gente para socorrer e achamos que nós só iríamos atrapalhar. Ficamos com muita pena e desejando que não tenha sido muito sério.
Ruas da Baixa com Alfama e o castelo no alto
Rossio

Praça dos Restauradores
Uma boa descoberta do passeio foi a casa do Povo Alentejano, escondida numa portinha. É um prédio todo em estilo mourisco, com um pátio interno com fonte e tudo, parecia um refúgio.
Interior da Casa do Povo Alentejano

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Castelo dos Mouros


A gente amou o castelo dos mouros, em Sintra. O castelo foi construído no século IX, pelos mouros, e resistiu bravamente até ser tomado por D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, em 1147. Dizem que o cerco foi  duríssimo e muito lento, com os árabes resistindo bravamente, foi preciso a ajuda dos peregrinos da segunda cruzada para fazer o esforço final de conquista. Desde então, serve de fortaleza para proteger a cristandade por uns 900 anos.
Como se não bastasse o castelo ter mais de mil anos, ele é construído num lugar que deve ter sido povoado desde de o século VI antes de Cristo e nas escavações arqueológicas recentes foram encontrados sinais de ocupação desde o neolítico, 5 milênios a.C.
O lugar é impressionante, com um monte de escadarias assustadoras, torres e muralhas, que dão vista para a Sintra lá embaixo e a toda a Serra, até se ver o mar.
As muralhas do Castelo

As tores, a gente subiu TO-DAS essas escadas até o alto. Ui!

Sintra e o Castelo Nacional de Sintra como se fossem de brinquedo lá embaixo

Uma vista geral da fortificação com o Palácio da Pena ao fundo

Outra vista, também com o Palácio da Pena

As torres no alto

Pablo lá nas alturas, esperando os mouros (ou serão os cristãos?)