No sábado, dia 20, enquanto Maria Luiza, Edson e Amit tinham um dia produtivo na conferência, fui explorar o Metropolitan Museum of Art, Met para os mais chegados. O museu fica no lado leste do Central Park, em um trecho da 5a. avenida que é conhecido como museum mile em razão da concentração, em alguns poucos quarteirões, de museus e outras atrações culturais como o Guggenheim, o Jewish Museum, o Museum of the City of New York e outros tantos. Arquitetonicamente o prédio do Guggenheim é imbatível, embora o do Metropolitan tenha aquela característica monumental que se espera de um museu do seu porte. A integração do conjunto do museu na paisagem do Central Park também chama a atenção de quem passa, tanto pela 5a. avenida quanto dentro do parque.
O mote do museu é "5 mil anos de arte" e, se ele pode parecer um pouco pretensioso à primeira vista, a frase certamente faz sentido quando o visitante sai de lá, tonto, depois de mais de cinco horas perambulando por corredores e salas para ver apenas um fração do acervo. Algumas das jóias da coroa do museu, que todo guia de NY manda o turista visitar, são um dos famosos autorretratos de Rembrandt, o quadro "A morte de Sócrates" de Jacques-Louis David e "La negazione di Pietro", que é bem menor do que eu imaginava, de Caravaggio.
Meu planejamento para a visita foi entrar em uma sala qualquer e de lá seguir conforme as exposições fossem chamando a atenção. Minha jornada começou pela sala de arte greco-romana, cuja exposição, pelo que soube, havia sido recentemente renovada. Havia principamente estatuária, mas também numismática, vasos e ânforas, elmos e inscrições tumulares. A sensação, que foi a mesma que senti na maior parte da visita, é a de finalmente estar na presença de objetos muito familiares mas que você conhece apenas por fotos e desenhos.
Mais do que pela coleção de arte européia (principalmente pintura dos séculos 16 até o 18) fiquei muito impressionado pela riqueza do acervo de civilizações antigas, como os babilônios, assírios, fenícios, persas, egípcios e outras tantas. A sensação de ver pessoalmente objetos destas culturas que se vê nos livros de história é incrível. Alguns dos objetos que mais me chamaram a atenção foram os tabletes de argila com inscrições cuneiformes, que são bem menores do que eu imaginava (são do tamanho de iPhones ou Blackberries) e vasos com inscrições fenícias escritas no primeiro alfabeto registrado na história.
Para manter os posts relativamente curtos farei um segundo sobre a visita ao Met com uma pequena seleção de fotos.
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