Para chegar no projeto, tivemos que pegar a balsa e atravessar de Japaratinga para Porto da Rua e depois dirigir por mais 5 kilômetros para o sul.
| Porto da Rua |
| Na balsa, indo pra Porto da Rua |
Tatuamunha é ideal para a reintrodução porque as praias da região são bastante desabitadas e a vegetação de mangue é muito preservada. E incrivelmente bonita!
O passeio começa no mangue, onde a gente pega a jangada aí em baixo e vai remando devagar pelo rio Tatuamunha, admirando a vegetação virgem e os muitos caranguejos.
| O mangue e a jangada em que fomos ver o Peixe-boi. |
Esse carangueijo miudinho, que se chama xié, parece formiga pelo chão do mangue, dava até medo de sair esmagando os bichinhos. E eles não crescem muito mais que isso aí não, esse é o tamanho adulto.
| O xié. |
Com toda certeza o melhor de tudo foi a visita de Aldo, um peixe-boi de 16 anos que já vive solto no rio. Os bichinhos estão na época do acasalamento e confundem a canoa com uma peixe-boi e, por isso, se aproximam para fazer o cortejo, que consiste em abraçar o barco.
Aldo ficou tentando paquerar com a canoa por um bom tempo. Peixes-boi são muito dóceis, muito mesmo, e chegam com toda inocência perto da gente (característica que infelizmente ajudou muito a quase extinção da espécie). Ele chegou a bater com nadadeira no meu pé, que aparece aí embaixo, só não pode passar a mão, como frisou o nosso guia, Roberto.
Só depois de um tempo que ele percebe que não vai rolar nada. Como peixes-boi vivem por 60 anos, pode-se dizer que Aldo está na adolescência, o que explica a insistência. Oh, dó..
O projeto também tem um aspecto social, ensinando reciclagem e artesanato às populações ribeirinhas e estabelecendo o turismo como alternativa econômica, muito legal. Aí estão os jogos americanos de palha de bananeira que são feitos pelo pessoal do projeto em teares artesanais.
A gente conversou com o pessoal e eles mostraram como fazem com o tear
| O produto pronto |
